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O papa Francisco deve decidir até o fim do ano se acata as sugestões contidas no documento final do Sínodo da Amazônia, encerrado neste domingo (27), no Vaticano. Entre as propostas, está a permissão de casamento para padres e a ordenação de mulheres como “leitoras” e “acólitas” – cuja função consiste em auxiliar o diácono durante as missas. Para as mulheres, seria reservado ainda um novo ministério, o das “dirigentes de comunidade”

O papa pode ignorar as sugestões e acatar apenas para a Amazônia – o que é mais provável, dentro da estratégia do Vaticano de expandir sua atuação na região – ou fazer com que valham para toda a Igreja Católica.

Um documento, emitido pelo Vaticano, recomenda à Igreja Católica que considere ordenar homens mais velhos, casados e que tenham famílias constituídas, como padres em regiões remotas da Amazônia. A medida se aplicaria àqueles que tiverem, de preferência, ascendência indígena.

O documento também pede que seja identificado algum tipo de ministério oficial que possa ser conferido às mulheres.

Segundo agências internacionais, o documento é a menção mais direta em um documento do Vaticano à possibilidade de que homens casados possam ser padres. Hoje, eles podem exercer a função de diáconos — o diaconato é um dos ministérios da Igreja.