Fotografo: Sem Dados
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Sem Legenda

A pequena Carla Emanuele Miranda Correia, de 1 ano e oito meses, não resistiu ao estupro praticado pelo próprio padrasto e faleceu na tarde desta quarta-feira, 8, no Hospital Municipal de Parauapebas, na região sudeste do estado, onde estava internada.  

Segundo a delegada Ana Carolina Carneiro de Abreu, a criança foi vítima de um ritual de magia negra praticado pelo padrasto Deyvyd Renato Oliveira Brito e Irislene da Silva Miranda, a mãe biológica, que foram presos em flagrante

Para a polícia, Irislene contou que seu companheiro Deyvyd abusava da criança quando ela se negava a ter relações sexuais com ele. Chegando à residência dos acusados, os policiais foram informados pela vizinhança que o local era usado para estranhos rituais. Além disso, Deyvyd Renato anunciava nas redes sociais que mexia com “forças ocultas” e fazia “trabalhos”.

Além disso, a delegada Ana Carolina descobriu que ele já veio fugido de Outeiro e era acusado de estupro de vulnerável em Icoaraci, Distrito de Belém, onde foram encontrados ossos humanos em sua residência. No Facebook, Deyvyd chegou a fazer uma publicação pedindo perdão pelo caso.

“Nossa linha de investigação provavelmente é que essa criança era ofertada para magia negra; os abusos sexuais já foram comprovados; não foi a primeira vez, pois tinha lesões antigas e a criança morreu por traumatismo craniano, provavelmente de espancamento; a lesão era muito forte e não condiz com uma queda na cama, então nossa linha de investigação é que essa criança já vinha sendo ofertada para magia negra com sessões de tortura e espancamento”, relatou a delegada.

Ainda de acordo com a policial, talvez a intenção dos acusados nem era matar a menina, mas ficar torturando a vítima e causando-lhe sofrimento como parte dos rituais. Porém, quando viram que a criança não suportou as pancadas resolveram levá-la para atendimento médico.

A Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), enviou uma nota à Imprensa informando que prestou todo o atendimento possível à criança, mas em função do quadro gravíssimo em que se apresentava não foi possível salvar sua vida.